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Mais uma rodada do Brasileirão: erros de arbitragem e técnicos na corda bamba.

Favoritos vencem, polêmicas se repetem e pressão cresce nos bancos: mais uma rodada à brasileira

Diferente da primeira rodada, a segunda jornada do Brasileirão trouxe vitórias importantes para alguns dos principais candidatos ao topo da tabela. Flamengo, Palmeiras, Internacional, Corinthians e Botafogo fizeram valer o favoritismo e conquistaram os três pontos – seja com desempenho sólido ou na base da garra.

Como de costume, a arbitragem teve papel de destaque – infelizmente, pelos motivos errados. E, como também já virou tradição, alguns técnicos começaram a semana em clima de tensão, com o cargo balançando.

No Beira-Rio, o Inter dominou o Cruzeiro e venceu por 3 a 0, assumindo a liderança do campeonato. O time gaúcho mostrou boa organização e contou com atuações inspiradas de Fernando e Alan Patrick. Mas o roteiro da partida mudou cedo: aos 20 minutos, Jonathan Jesus foi expulso após falta em Wesley. A decisão, no mínimo duvidosa, abriu caminho para o Colorado se impor com facilidade. Com um a mais, Alan Patrick comandou o meio-campo e ainda deixou o dele. Enner Valencia e Borré completaram o placar.

Enquanto isso, no Recife, o Palmeiras venceu o Sport por 2 a 1, mas a arbitragem roubou a cena. Os dois gols alviverdes vieram de pênaltis – o segundo, nos acréscimos, causou revolta na torcida local. Bruno Arleu de Araújo sequer consultou o VAR em um toque muito questionável de Matheus Alexandre em Veiga. A revolta tomou conta da Ilha do Retiro.

O Flamengo também saiu com vitória no Nordeste. Em um jogo complicado contra o Vitória, Arrascaeta abriu o placar com um golaço, e Bruno Henrique garantiu os três pontos no fim. Filipe Luís classificou o resultado como “heroico” – pode até ser exagero, mas mostra o peso da vitória em um campo difícil.

No sábado, o Botafogo teve boa atuação contra o Juventude, especialmente na etapa final, e venceu com autoridade. Aos poucos, o time carioca dá sinais de reencontro com o bom futebol que o levou aos títulos da Libertadores e do Brasileirão no ano passado.

Outro que teve uma atuação convincente foi o Corinthians. O Timão não deu chances ao Vasco e venceu por 3 a 0, com dois gols ainda anulados. Yuri Alberto e Memphis Depay comandaram a vitória, mostrando que, apesar da irregularidade, há qualidade no elenco para sonhar alto.

Já do lado cruz-maltino, a situação é bem mais delicada. Fábio Carille optou por escalar um time reserva, devido ao desgaste da Sul-Americana, e viu seu time ser dominado. O resultado? Pressão total da torcida e risco real de demissão, dependendo do desempenho nos próximos compromissos contra Puerto Cabello e Sport.

O Grêmio, por sua vez, continua perdido em campo. A derrota por 2 a 0 para o Ceará não surpreende quem acompanha o time de Quinteros. Faltam padrão, entrosamento e ideias claras. O segundo gol sofrido, com o goleiro Tiago Volpi tentando ajudar no ataque e sendo pego no contra-ataque, virou símbolo do momento caótico do time. Pior ainda foi a entrevista pós-jogo de Quinteros, dizendo que “o único problema foi o resultado”. Se continuar assim, talvez ele nem chegue ao clássico Gre-Nal, marcado para daqui a três rodadas.

Enfim, mais uma rodada típica do nosso Brasileirão: favoritismo confirmado por alguns, polêmicas na arbitragem para todos, e pressão crescente sobre os técnicos. A novela do futebol brasileiro segue firme e forte.


 

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